Mesmo com a decretação da liquidação extrajudicial da Will Financeira pelo Banco Central (BC), os clientes da referida instituição devem continuar cumprindo normalmente os contratos firmados, no que diz respeito a pagamento de faturas de cartão de crédito e demais dívidas. “A interrupção desses pagamentos pode resultar em inadimplência e restrições nos cadastros de crédito,” alertam especialistas.
A medida leva a empresa a ser retirada do mercado financeiro e a ter suas operações suspensas. Com isso, o Banco Central nomeia um liquidante, responsável por analisar a situação patrimonial da instituição, levantar ativos, valores a receber e obrigações financeiras, além de definir os procedimentos para pagamento dos credores.
No que toca aos valores mantidos em conta ou aplicados em investimentos, os clientes devem esperar a atuação do liquidante designado pelo Banco Central. Para aqueles que contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a situação tende a ser menos arriscada.

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O FGC como é chamado garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, abrangendo tanto aplicações financeiras quanto saldos em conta corrente. Nesse caso, o principal risco está associado ao tempo de espera para o ressarcimento. No que diz respeito aos produtos não cobertos pelo fundo, como letras financeiras e operações de débito, apresentam maior exposição ao investidor.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, empresa vinculada ao Banco Master, nesta quarta-feira (21/01). Isso aconteceu depois que ocorreu o descumprimento de pagamentos devidos à operadora de cartões Mastercard.
> Texto: Eduardo Galdino

