Uma meta-análise internacional publicada em outubro no American Journal Of Epidemiology mostra que um apoio emocional consistente está associado à redução de sintomas depressivos entre idosos. “Ter alguém com quem conversar e compartilhar experiências difíceis tem efeito protetor sobre a saúde mental na terceira idade”, revela estudo, que envolveu aproximadamente 24 mil pessoas idosas.
A Organização Mundial da Saúde diz que a depressão é considerada um problema de saúde pública e afeta mais de 25 milhões de pessoas no mundo. A doença cresce rapidamente, entre os idosos, aumentando o risco de mortalidade, agravamento de doenças crônicas, declínio cognitivo e suicídio. A previsão é que cerca de 20% da população idosa apresenta depressão, que quando não é tratada gera impacto sobre a qualidade de vida.

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A meta-análise contou com dados de 11 estudos conduzidos em países como Brasil, Austrália, China, Alemanha, Índia, Coreia do Sul, Suécia e Estados Unidos. De acordo com os resultados, o simples fato de ter alguém para conversar e oferecer acolhimento reduziu a intensidade dos sintomas depressivos. Já o apoio chamado de instrumental, que é o auxílio em tarefas cotidianas, como tomar banho, vestir ou levantar da cama, nem sempre teve efeito protetor e, em algumas populações, pode até estar associado a maior depressão, pois representa perda de autonomia e independência.
Especialistas comentam que estruturas de convivência, grupos comunitários, redes de apoio e atividades intergeracionais podem reduzir o isolamento, principalmente em áreas urbanas. Também, uma boa conversa com médicos ou equipes multidisciplinares nas unidades básicas de saúde pode ser suficiente para identificar idosos sem vínculos afetivos e oferecer o suporte necessário.
- Texto: Eduardo Galdino
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