A suspeita de um explosivo no 17º Batalhão, localizado no cruzamento das ruas Urucutuba e da Sorte, no bairro Bom Jardim, em Fortaleza, mobilizou equipes especializadas da Polícia Militar do Ceará (PMCE), nesta segunda-feira (05/01). O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Esquadrão Antibombas foram acionados por causa da presença do material que deixou os órgãos em alerta.
Tudo começou quando um policial chegou para trabalhar e viu objetos incomuns espalhados pelo estacionamento da unidade. A aparência dos itens transmitia risco de explosão, levando o agente a informar os colegas de serviço. Foi constatado ainda, depois da inspeção técnica, que o material se tratava de fogos de artifício já detonados, amarrados entre si com fitas e pedaços de fio, simulando artefatos explosivos.

Foto: Reprodução da Internet
Segundo as informações preliminares, os itens teriam sido arremessados no local por dois homens em uma motocicleta. Durante a ação, foram ouvidos gritos com a sigla de uma organização criminosa local, levantando suspeita de possível vínculo do episódio com o grupo. O Esquadrão Antibombas apanhou o material, mas as diligências da Polícia Militar continuam para identificar e localizar os suspeitos.
- O ponto de vista jurídico
Plantar um objeto que simule uma bomba em espaço público configura falsa comunicação de crime, pelo menos é o que mostra o art. 340 do Código Penal, com detenção de um a seis meses ou multa. Já o art. 147 diz que dependendo da intenção e da situação, o ato pode ser qualificado como ameaça, associação criminosa, ou, em locais específicos como aeroportos e eventos, enquadrar-se em leis antiterrorismo, diz a Lei 13.260/2016.

