Os desdobramentos políticos da votação do processo de cassação da deputada Carla Zambelli do PL de São Paulo, foram apresentados durante coletiva de imprensa, concedida nesta quinta-feira (11.12), pelo deputado Lindbergh Farias, líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Embora a bancada avalie com “tristeza” o resultado que manteve o mandato da parlamentar, segundo Farias, que disse ainda, que o desfecho já era previsível após o presidente da Câmara, Hugo Motta, ter levado o caso ao plenário durante a madrugada de hoje, algo que, conforme o petista, não deveria sequer ter ocorrido, já que cabia à Mesa Diretora cumprir o afastamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal.
O líder petista disse ainda, que, apesar do revés, a sessão representou uma “vitória política importante” para a ala que defende a democracia e para o governo do presidente Lula. Lindbergh também avaliou, que a reação do plenário à tentativa de cassação de Glauber Braga (PSOL-RJ) e a mobilização das bancadas progressistas revelaram limites para o que chamou de “aliança entre parte do Centrão e o Bolsonarismo”.
O deputado do PT comentou também, que essa coalizão “pode até vencer no plenário, mas perde na sociedade”, e analisou que a votação reforçou a percepção pública de que há grupos atuando para blindar aliados e anistiar envolvidos em atos antidemocráticos. Nesse contexto, Lindbergh classificou o resultado como uma vitória “quase do tamanho” da obtida no episódio da PEC da Blindagem, quando o governo conseguiu barrar mudanças consideradas prejudiciais à responsabilização de parlamentares.
O parlamentar frisou também, que a disputa desta semana ocorreu contra forças com forte influência interna na Câmara dos Deputados, o que torna, conforme ele, o resultado ainda mais expressivo. “O bom senso prevaleceu”, disse. O líder petista encerrou falando que apresentará posteriormente uma análise detalhada da votação da madrugada.
Texto: Eduardo Galdino
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