Na última quinta-feira (12), o mundo foi surpreendido com o anúncio do Primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, em transmissão, ao vivo por TV, informando que o Governo de Israel realizou o que chamou de “ação preventiva” contra o território iraniano, sob o pretexto de que haveria uma possibilidade de futura retaliação militar do Irã contra Israel.
Além do anúncio feito por Netanyahu, as Forças de Defesa de Israel (IDF) publicaram comunicado no qual defendem os ataques com a mesma argumentação.
Segundo informações da agência de notícias estatal iraniana IRNA, as repetidas explosões puderam ser ouvidas na capital iraniana, Teerã.
Principal aliado de Israel, os Estados Unidos, que tem interesses e muitos negócios no Oriente Médio, não se manifestou oficialmente até o fechamento desta matéria. O presidente Donald Trump, porém, disse que o ataque foi algo isolado do Estado Israelene, o que mostra a tentativa de deslocamento do governante norte-americano da crise gerada e das possíveis retaliações iranianas e de seus aliados.
As Forças de Defesa de Israel procuraram ter respaldo em uma das preocupações cujo a Organização das Nações Unidas (ONU) já havia alertado, que é sobre a falta de transparência do programa nuclear do Irã. Porém, havia em curso uma negociação diplomática que há muito havia sendo costurada e que, com a intervenção unilateral ordenada por Netanyahu deve provocar o fim das tratativas e gerar mais tensão no Oriente Médio e consequências diversas para a economia global.
A primeira consequência do ataque de Israel foi a alta do Petróleo. Na manhã desta sexta-feira (13), o barril do tipo Brent registrou alta de 13% (até o fechamento desta matéria), ultrapassando US$ 78, e estabilizando em US$ 75,30. A alta foi a maior registrada desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022. Outra consequência foi a queda das bolsas. As ações globais caíram em resposta à crise geopolítica criada após os ataques.
Texto e Arte: Da Redação.


